domingo, 8 de maio de 2011

hoje encontrei seu cão.

Hoje encontrei seu cão. Não, ele não foi adotado por ninguém. Aqui por perto, a maioria das pessoas já têm vários cães; aqueles que não têm nenhum, não querem um cão. Acho que você esperava que ele encontrasse um bom lar quando o abandonou aqui. Mas ele não encontrou. Quando o vi pela primeira vez, ele estava próximo à minha casa… estava sozinho, com sede, magro, e mancava por causa de um machucado na pata. Eu queira tanto ser você naquele momento em que parei na frente dele, só para ver sua cauda abanando e seus olhos brilhando ao pular nos seus braços, pois ele sabia que você o encontraria, sabia que você não esqueceria dele. Queria ver o perdão em seus olhos pelo sofrimento e pela dor por que ele havia passado em sua jornada sem fim, à sua procura… Mas eu não era você. E, apesar das minhas tentativas de convencê-lo a se aproximar, seus olhos viam um estranho. Ele não confiava em mim. Ele virou as costas e seguiu seu caminho, pois tinha certeza de que esse caminho o levaria a você. Ele não entende que você não está procurando por ele. Ele sabe apenas que precisa te encontrar. Isso é mais importante do que a comida, água ou o estranho que pode lhe dar essas coisas. Percebi que seria inútil tentar persuadi-lo ou segui-lo. Fui para casa, enchi um balde d’água e uma vasilha de comida e voltei para o lugar onde o havia encontrado. Não havia nem sinal dele, mas deixei a água e a comida debaixo da árvore onde ele havia buscado abrigo do sol e um pouco de descanso. Veja bem, ele não é um cão selvagem. Ao domesticá-lo, você tirou dele o instinto de sobrevivência. Ele só sabe que precisa caminhar o dia todo. Ele não sabe que o sol e o calor podem custar-lhe a vida. Ele só sabe que precisa encontrar você. Aguardei na esperança de que voltasse para buscar abrigo sob a árvore, na esperança de que a água e a comida que havia trazido fizessem com que confiasse em mim e eu pudesse levá-lo para casa, cuidar do machucado da pata, dar-lhe um canto fresco para se deitar e ajudá-lo a entender que agora você não faria mais parte de sua vida. Ele não voltou aquela manhã, e quando a noite caiu, a água e a comida permaneciam intocadas. Fiquei preocupada. Você deve saber que poucas pessoas tentariam ajudar seu cão. Algumas o enxotariam, outras chamariam a carrocinha, que lhe daria o destino que você nem se importou que pudesse acontecer. Voltei na manhã seguinte e vi que a água e a comida permaneciam intactas. Ah, se você estivesse aqui para chamar seu nome! Sua voz é tão familiar para ele. Comecei a ir na direção que ele havia tomado ontem, sem muita esperança de encontrá-lo. Ele estava tão desesperado para te encontrar, que seria capaz de caminhar muitos quilômetros sem se dar conta. A uma boa distância do local onde seu o havia visto pela primeira vez, finalmente encontrei seu cão. A sede não o atormentava mais. Sua fome havia desaparecido e suas dores haviam passado. O machucado da pata não o incomodava mais. Agora seu cão está livre de todo o sofrimento. Seu cão morreu. Ajoelhei-me ao lado dele e amaldiçoei você por não estar aqui ontem para que eu pudesse ver o brilho, por um instante sequer, naqueles olhos vazios. Rezei pelo seu cão, pedindo que sua jornada o tenha levado àquele lugar no céu que ele merecia. Se você soubesse por quanta coisa ele passou… E eu sofro, pois sei que, se ele acordasse agora, e se eu fosse você, seus olhos brilhariam ao reconhecê-lo, ele abanaria sua cauda, perdoando-o por tê-lo abandonado.

sábado, 7 de maio de 2011

Sexto sentido

sexta-feira, 6 de maio de 2011

estresse a doença do milênio.

Em minha opinião, a doença do milênio não é a Aids, nem a Influenza A H1N1, e muito menos a obesidade. A doença do milênio é o estresse! O corre-corre, a pressa eterna, o excesso de trabalho com pouco tempo para realizá-lo, o aumento das obrigações e responsabilidades, tudo isso junto tem levado a humanidade a um estado de nervosismo perene. Temos carregado muita coisa nas costas (lá ele) e o peso se faz sentir com as enxaquecas, insônia, palpitações, taquicardias, dores musculares, hipertensão, falta de paciência, agressividade e por aí vai. Vivemos num mundo de alta velocidade, internet banda larga, correio eletrônico, barbeador elétrico, forno micro-ondas… Tudo para nos dar mais tempo para nós mesmos. Só que, ao invés de desfrutarmos desse “tempo extra”, preferimos vendê-lo ao nosso empregador/contratante acumulando mais funções. O pior é que, se não o fizermos, alguém faz no nosso lugar e perdemos o emprego, sobrando muito mais tempo e bem menos dinheiro. O monstro do capitalismo é insaciável e, por isso, temos que produzir riquezas desenfreadamente, caso contrário vem outra crise mundial e o estresse aumenta ainda mais. Ou seja, nos transformamos em escravos de nós mesmos (nos cobrando cada vez mais) e do mercado duas vezes, pois somos escravizados pela produção (no trabalho) e pelo consumo (quem nunca se apertou pelo menos uma vez para comprar um produto ou equipamento “de marca boa” que tanto almejava?). A carga horária excessiva por causa da necessidade de aumentar a renda ou pelo crescimento profissional (trabalho + estudo) tem nos levado a apresentar sintomas típicos dos neuróticos, como fobias e paranoia. Vivemos achando que o colega de trabalho quer passar a perna na gente, que o patrão está insatisfeito com o trabalho, que a mulher/marido está “lavando roupa pra fora” e que os vizinhos implicam com a gente. Como mecanismo de defesa, usamos a transferência: dizemos que o colega é um workaholic filho da mãe e não deve ter vida social, pois só pensa no trabalho, que o patrão é um carrasco que deixaria Hitler no chinelo, que a esposa é uma ingrata que não valoriza nosso esforço para botar comida na mesa e que o vizinho é invejoso, gentinha, sem classe, mal-educado, viado e corno (quem é que está implicando agora?). Fazendo-os parecer piores, nos sentimos melhores, mas será que o problema é com eles ou conosco? Quando perdemos a paciência e agredimos verbalmente quem está do nosso lado será que fomos realmente provocados ou não temos mais nem um grãozinho de tolerância? Outra forma muito comum de demonstrar que o estresse está realmente afetando alguém é a somatização (manifestar um problema psíquico através de sintomas físicos). Queixas como (no popular) dor no peito, falta de ar, “aperto no coração”, tremores nas mãos, secura na boca e “coração disparado” são muito frequentes em pacientes com estafa. Alguns sintomas neurológicos, como amnésia (não aquela de desenho animado que faz o cara esquecer o próprio nome, mas sim esquecer compromissos, obrigações, abrir o armário e esquecer o que ia pegar, etc.), paralisia facial (a boca entorta para o lado) e até perda da fala também ocorrem. E esses pacientes são quem mais se angustiam, pois não aceitam que se trata de um problema puramente psicossocial e acabam realizando inúmeros exames, todos negativos. Inconformados, reclamam do médico, da clínica, do laboratório, dizem que todo mundo é incompetente, já que “não descobre o que é que ele tem”. O problema é que o diagnóstico já está feito, ele que não aceita. Além de causar problemas, o estresse pode agravar doenças preexistentes como hipertensão, obesidade, diabete, transtornos menstruais, entre outros. Isso dificulta muito o controle dessas mazelas, pois quando o paciente está sobrecarregado no trabalho o médico se vê obrigado a aumentar as doses da medicação para diminuir os sintomas e os riscos de infarto ou AVC. Porém, quando o cara está relaxado, a dose do fármaco torna-se relativamente alta, levando a efeitos indesejáveis e temos que corrigir a prescrição novamente. Isso é péssimo tanto pro médico quanto para o paciente, muitas vezes levando a uma relação difícil entre os dois. O mundo moderno é um verdadeiro vampiro que nos suga até secarmos, mas para que ele não nos destrua precisamos rever prioridades e moderar nossas tarefas. Temos que avaliar a real necessidade de viver em grandes centros com um trânsito caótico, grades, assaltos e violência. Que tal mudar-se para uma cidade um pouco menor com melhor qualidade de vida? Precisa-se pesar se vale a pena aumentar a renda com uma carga horária incompatível com a vida. Não seria melhor rever os gastos e se adaptar ao seu salário? Saúde é muito cara e paz não tem preço. Reveja seus princípio e pense em você um pouco, só pra variar.

domingo, 10 de abril de 2011

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Sem essa de que é preciso ser magra para ser bonita e sentir-se bem consigo mesma. Para ser feliz não é preciso seguir os estereótipos que a sociedade impõe. A mulher brasileira tem carne, tem peito, tem bunda. Encare a realidade dos seus quilinhos à mais sem neuras, apenas cuidando bem da sua saúde e auto-estima. Isso sim é ser mulher, sem deixar de ser você mesma. Sinta-se bem, bonita e sexy.Descubra o quão poderosa você é.

quarta-feira, 6 de abril de 2011

!-- INÍCIO DO CÓDIGO DA ESOTERICA.FM -->

quinta-feira, 3 de março de 2011

nós mulheres.

Dizem que, a uma certa idade, nós as mulheres nos fazemos invisíveis. Que nossa atuação na cena da vida diminui e que nos tornamos inexistentes para um mundo onde só cabe o impulso dos anos jovens. Eu não sei se me tornei invisível para o mundo, mas pode ser. Porém nunca fui tão consciente da minha existência como agora, nunca me senti tão protagonista da minha vida, e nunca desfrutei tanto cada momento da minha existência. Descobri que não sou uma princesa de contos de fada; descobri o ser humano sensível que sou e também muito forte. Com suas misérias e suas grandezas. Descobri que posso me permitir o luxo de não ser perfeita, de estar cheia de defeitos, de ter fraquezas, de me enganar, de fazer coisas indevidas e de não corresponder às expectativas dos outros. E a pesar disso… Gostar de mim Quando me olho no espelho e procuro quem fui… sorrio àquela que sou… Me alegro do caminho andado, assumo minhas contradições. Sinto que devo saudar a jovem que fui com carinho, mas deixá-la de lado porque agora me atrapalha. Seu mundo de ilusões e fantasias, já não me interessa. É bom viver sem ter tantas obrigações. Que bom não sentir um desassossego permanente causado por correr atrás de tantos sonhos. “A vida é tão curta e a tarefa de vivê-la é tão difícil que quando começamos a aprendê-la, já é hora de partir "